terça-feira, 5 de maio de 2015

Complexo de Eletra


O complexo de Eletra à semelhança do complexo de édipo reporta-se ao amor da pequena filha pelo seu pai e ódio pela rival – a mãe. Ocorre em idade pré-escolar – dos 3 aos 5 anos- e depois com a entrada na escola, é esquecido e recalcado, a socialização e a aprendizagem das regras e a cognição tomam o lugar dianteiro daquilo que Sigmund Freud chamou de Período de Latência.

O complexo de Eletra ocorre na fase fálica e entre as diversas fantasias sobre a diferença de sexos, as gerações e o nascimento das crianças, a criança dedica-se às suas fantasias sexuais, as quais incluem o pai, enquanto pretendente e afastam a mãe enquanto rival. Pretende possuir o pai com o falo, o poder, o ter filhos. Abdicará do pai, pelo receio de perder a mãe também. Este complexo ficará adormecido e entrará em declínio na adolescência.

É mais progressivo e elaborado que o complexo de édipo no rapaz, uma vez que a rapariga depois de se identificar com o pai, volta à mãe e terá que a abandonar novamente enquanto que o rapaz depois de se identificar com o pai volta à mãe para o complexo de édipo iniciar.

Complexo de Édipo


O complexo de édipo faz parte da Teoria da Sexualidade Infantil freudiana e refere-se à triangulação amorosa entre a criança, a mãe e o pai. Sigmund Freud, autor desta concepção defende que em idade pré-escolar, dos 3 aos 5anos, a criança, por exemplo o rapaz, tem sentimentos amorosos em relação à mãe, desejos de conquista, sendo pois o seu rival o pai. Desenvolve por essa altura os seus primeiros recursos psíquicos de captação afetiva e amorosa e também os seus recursos agressivos contra o rival, que o vão afirmando na posição fálica. O pai, esse, precisa de ser destronado do seu lugar para dar lugar ao filho ao lado da mãe. Também no complexo de édipo é vivenciada saudavelmente os sentimentos ambivalentes, pois o pai é rival mas também é o pai. Imita o pai – o modelo – que possibilita reassegurar os primeiros movimentos identificatórios anteriores ao édipo. Sob a ameaça da castração, o rapaz renuncia a mãe. O édipo pode ser explicitado como pertencente ao rapaz ou à rapariga, embora a alusão freudiana seja ao masculino.

O Édipo completo é constituído por duas etapas: o édipo positivo (amor ao progenitor do sexo oposto e ódio ao progenitor do mesmo sexo), o édipo invertido ou negativo (amor ao progenitor do mesmo sexo e ódio ao progenitor do sexo oposto)

Complexo de Castração


 
O complexo de castração é um conjunto de vivências psicológicas subjetivas não acessíveis ao individuo que resultam das vivencias infantis na relação ao pai e à mãe. A rigor, é o receio da castração do pénis. O falo – representação simbólica do pénis – é uma das bases de diferenciação psíquica entre homens e mulheres, representa o poder, o ter, o possuir. (Lei paterna, Lei das interdições). Pode-se traduzir na impossibilidade, na interdição, na proibição.
O rapaz – que porta o falo – e a rapariga – que descobre que não tem um -. O rapaz que tem medo que este seja cortado, pela sua intimidade – a masturbação e os pensamentos amorosos ou agressivos – e a rapariga que receia que não venha nunca a ter um ou que este lhe tenha sido cortado. O complexo de castração instala-se assim que as crianças pequenas, em idade pré-escolar iniciam as suas descobertas e fantasias sexuais, sendo integrado psicologicamente ao longo do crescimento e podendo ser resolvido na adolescência, pelas modificações físicas, psíquicas e sociais e principalmente pela entrada na vida adulta e possibilidade de reprodução.

Pre-Consciente

É uma instância da primeira tópica freudiana. É definida como a instância intermédia entre o inconsciente e o consciente e assegura a ligação entre as três. Também foi definida como a camada de censura que exerce a sua ação quer sobre o inconsciente quer sobre o consciente.

Consciente


É uma das três instâncias da primeira tópica da metapsicologia freudiana. Qualifica um estado psicológico que se pode traduzir no auto-conhecimento e auto-reflexão. É o ser consciente que negoceia a possibilidade e a proibição na ação.
O seu autor, Sigmund Freud explicitou este conceito nas obras : “A interpretação dos Sonhos” (1900), “Para além do principio do prazer”, (1920)

Inconsciente



É uma das três instâncias da primeira tópica freudiana. Pressupõe um local com atividade psíquica que se manifesta e é visível em lapsos, sonhos e esquecimentos. Esse local está repleto de representações recalcadas, vivências, pensamentos, sentimentos e intenções ligados às pulsões. Reservatório na primeira tópica freudiana – Ics – PCs  - Cs e qualidade de uma representação na segunda tópica : Id - SuperEgo - Ego

Significa não ser consciente, ausência de conhecimento sobre o objeto (objeto a conhecer: pessoa, objeto, animal, afeto, sentimento, objetivo, motivação, etc.).

Negação


É um mecanismo de defesa no qual um sujeito nega de forma convicta determinados desejos, sentimentos ou pensamentos que lhe pertencem. Está presente em todas as pessoas, contudo utilizado de forma excessiva pode ser indicativo de perturbação, pelo sofrimento que acarreta. Neste caso, pode estar associado a outros mecanismos de defesa tais como a identificação projetiva ou a projeção.